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quarta-feira, 4 de maio de 2016

Lei poderá exigir a contratação de seguro total para aumentar rigor em obras públicas

Queda de ciclovia trouxe à tona uma discussão sobre a necessidade de maior fiscalização.


A queda de parte da Ciclovia Tim Maia, em São Conrado, no último dia 21, trouxe à tona uma discussão sobre a necessidade de maior fiscalização de obras públicas. Para especialistas, uma das alternativas para garantir que as construções sejam entregues, não apenas com qualidade indiscutível, mas também com o preço e o prazo acordados previamente, é a contratação, por parte das empreiteiras, de seguros que cubram 100% da obra
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Na prática, a obrigatoriedade de cobertura total, um modelo adotado nos Estados Unidos há mais de cem anos, faria com que as seguradoras atuassem como um agente fiscalizador, já que elas teriam interesse que as obras corressem sem nenhum tipo de contratempo. Atualmente, a Lei das Licitações (8.666) estipula apenas que as empreiteiras contratadas pelos municípios, estados ou União ofereçam uma garantia de 5% do valor da obra, podendo, em casos mais complexos, chegar a 10%, valor que pode ser pago com caução em dinheiro ou títulos da dívida pública, seguro-garantia ou fiança bancária. Esse percentual, considerado muito baixo por advogados, engenheiros e especialistas em gerenciamento de risco, poderá mudar em breve. Um projeto para que a 8.666 seja modificada e inclua, entre outros itens, a exigência de seguro total, está sendo discutido na Câmara dos Deputados desde o ano passado. E, segundo o deputado Mário Heringer (PDT-MG), relator da Comissão Especial da Lei de Licitações, deverá ser apresentado em, no máximo, 45 dias.


Fonte: O Globo

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terça-feira, 3 de maio de 2016

Seguro da Olimpíada do Rio cobre risco de cancelamento por terrorismo e pandemia.

Por: Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

A apólice de seguro dos Jogos Olímpicos Rio 2016, de cerca de US$ 2 bilhões, cobre os principais riscos que poderiam comprometer a realização da competição, entre eles terrorismo internacional, catástrofes naturais e pandemia. 

Contratado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) com um grupo de seguradoras e resseguradoras, o seguro vem desde os Jogos Olímpicos de Londres 2012 e também incluiu a cobertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, em 2014. A apólice mundial, no entanto, não inclui os Jogos Paralímpicos Rio 2016, que terão seguros separados, feitos com seguradoras nacionais.

A presidenta de resseguros da Swiss-Re para a América Latina e América do Sul, Margo Black, disse que a cobertura também inclui a transmissão dos eventos para os cinco bilhões de pessoas em todo o mundo que vão assistir aos Jogos.

De acordo com a executiva, que participou do 5º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, o terrorismo internacional está entre os principais riscos que poderiam levar ao abandono ou cancelamento dos Jogos. No entanto, segundo Margo, após os atentados na Europa, as equipes de segurança e inteligência do Brasil estão em alerta máximo e preparadas para agir em caso de necessidade.

“Se tem um ato de terrorismo em um evento ou em um estádio, isso não é suficiente para cancelar ou abandonar os Jogos. Eles continuam. Mas se, por exemplo, acontece algum ato terrorista na cerimônia de abertura, isso poderia levar o Comitê Organizador a abandonar os Jogos”, explicou. Se os incidentes ocorrem em cidades fora da sede do megaevento, também não há interrupção.

O segundo risco mais relevante são as catástrofes naturais, que, no caso do Brasil, não representam grande perigo. Como agosto é um mês seco, em geral, a probabilidade de ter que cancelar algum evento em decorrência de chuvas fortes é pouco provável, segundo Margo.

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Vírus Zika e manifestações


A terceira possibilidade de cancelamento da Olimpíada seria uma pandemia, de doenças como dengue, Zika e chikungunya, transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. O risco foi debatido entre as seguradoras e o Comitê Olímpico, principalmente em relação ao vírus Zika.

Como as principais consequências do Zika são para as mulheres grávidas – por estar associado à microcefalia em recém-nascidos – a presidenta de resseguros da Swiss-Re, disse que o risco não será significativo a ponto de comprometer a realização da competição. “Sabemos também que aqui no Rio estão sendo feitos grandes esforços para eliminar o máximo possível a possibilidade de ter mosquito para afetar os atletas”, acrescentou.

Na lista de potenciais riscos considerados pelas empresas de seguros também está a possibilidade de manifestações sociais durante a Olimpíada. No entanto, segundo Margo, a experiência na Copa das Confederações, em 2013, e na Copa do Mundo, em 2014, mostrou que os protestos que ocorreram foram isolados e não afetaram a cidade como um todo. Por isso, segundo a especialista, é baixa a possibilidade de que esse tipo de evento possa levar ao cancelamento da competição.

Em relação à possibilidade de recusa de participação de alguns atletas das provas realizadas na Baía de Guanabara, por causa da má qualidade da água, Margo disse que isso poderia levar, no máximo, ao cancelamento das provas no local e não da Olimpíada inteira.

Fonte: Agência Brasil

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